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quinta-feira, 2 de junho de 2011

A divisão do Estado do Pará II

A divisão não será a panacéia para estado do Pará. Continuaremos verificando regiões de elevado PIB per capita, porém com baixos IDHs. Um dos exemplos claros estampou as manchetes dos jornais recentemente, refiro-me ao município de Parauapebas, grande arrecadador de impostos ligados ao setor mineral, mas sua população não se beneficia disso.
Estudos mostram que o crescimento econômico do município está inversamente ligado ao desenvolvimento humano, a concentração de renda é elevadíssima e a população apresenta níveis de pobreza superior a do atual estado do Pará e do Brasil.
Com essas e outras evidências, fica claro que a divisão do estado do Pará beneficiará, sobretudo, as elites locais que vislumbram o poder executivo dos possíveis novos estados, com pouca ou nenhuma preocupação com desenvolvimento humano local.
Leia mais sobre o assunto aqui.

sábado, 23 de outubro de 2010

A especulação e a valorização da periferia

Quando o adensamento urbano produz condições de vida insalubres, sobretudo nas áreas centrais, as classes de maior renda buscam um novo modo de vida, buscam terrenos mais amplos, arborizados, silenciosos, e com maior possibilidade de lazer. À parcela de menor poder aquisitivo da sociedade restam as áreas centrais (casarões transformados em cortiços) deterioradas e abandonadas pelos mais ricos, ou ainda a periferia, logicamente não arborizada, mas aquelas que os terrenos são mais baratos, devido a ausência de infra-estrutura.

segunda-feira, 1 de março de 2010

Novo Cabeçalho

O novo cabeçalho do Geografia do Pará conta com fotografias autorais, registradas por um super presente de meu irmão Marcos Torres, uma Pentax K10 D. Aguardem os novos registros feitos com a bela máquina.

domingo, 6 de dezembro de 2009

Espaço urbano de Belém


O espaço urbano de Belém, como qualquer outro espaço urbano, apresenta-se permeado de contradições, campo de lutas sociais e interesses heterogêneos; onde os donos do capital conseguem através da especulação imobiliária, multiplicar seus rendimentos; onde as classes menos favorecidas lutam para manterem-se vivas. Espaço urbano que se adensa, verticaliza e ao mesmo tempo se expande para a dimensão insular do município, útimos recantos verdes da cidade, ocupam áreas que em muitos casos não oferecem as menores condições de moradia e higiene; onde o Estado, através de suas ações, propicia a acumulação de capital por parte das classes mais ricas, acumulação que por vezes se dá às custas da degradação do meio ambiente, mesmo quando legislações criadas específicamente para atender os problemas que ocorrem no espaço urbano, como é o caso do plano diretor urbano, não atendem aos seus objetivos. Eis então o espaço urbano, um mosáico de contradições campo de lutas constantes pelo direito de morar, de morar de forma digna.

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Vote na Amazônia

Um concurso promovido pela fundação The New 7 Wonders vai destacar as novas sete maravilhas da natureza. A Amazônia entrou forte na disputa, e para ser escolhida entre os 261 concorrentes, precisa de votos para manter-se na posição atual, que no mês de março alternou entre a primeira e a segunda colocação na categoria que engloba Florestas, Parques Nacionais e Reservas Nacionais.
Foi criado o site www.voteamazonia.com.br. Após um rápido cadastramento é possível votar. Serão eleitas 77 atrações em todo o planeta. O concurso é subdividido em sete categorias e vai classificar as 11 maravilhas mais votadas em cada grupo. O anúncio dos 21 finalistas será dado no dia 21 de julho, e a partir daí inicia-se a etapa final. A Amazônia não é o único atrativo brasileiro apresentado no concurso. Foz do Iguaçu, Fernando de Noronha e Monte Roraima, também concorrem às sete maravilhas da natureza.

terça-feira, 16 de junho de 2009

A agricultura familiar combate a fome?

A expansão da fronteira agrícola para a Amazônia e, principalmente para o estado do Pará, nos traz grande preocupação. O solo do nosso estado é originalmente pobre, a exuberante floresta é sustentada pela matéria orgânica que ela mesma produz. A implementação da chamada “revolução verde”, no nosso estado, modelo de produção agrícola difundido pela pesquisa e extensão convencionais, intensivo em capital, baseado na produção em grandes propriedades de monocultivos para exportação, a partir da utilização intensiva de insumos industriais, como adubos químicos, venenos e sementes de alta produtividade. No mundo, tal modelo não tem conseguido dar resposta a questão do acesso aos alimentos. Ao contrário, onde o modelo se implantou, o que ocorreu foi aumento da concentração da renda e dos meios de produção, com reflexos significativos na ampliação da insegurança alimentar e nutricional da população pobre. Há inúmeros exemplos de impactos econômicos, sociais e ambientais negativos, substituição das florestas por monocultivos, erosão de solos e assoreamento de rios e lagos, contaminação de águas e alimentos com agroquímicos, empobrecimento dos pequenos produtores e das comunidades que vivem da agricultura familiar.
A revolução realmente necessária no mundo atual é aquela que amplie a produção sustentável e diversificada de alimentos, ao mesmo tempo que facilite o acesso a esses alimentos pela população pobre.
A agricultura continua sendo fundamental para o crescimento da economia mesmo em países majoritariamente urbanizados e a agricultura familiar responde por uma parte importante desta contribuição.
Os números da agricultura familiar são impressionantes: dados do Ministério do Desenvolvimento Agrário apontam que no Brasil existem 4.139.369 estabelecimentos rurais familiares, ocupando uma área de 107,8 milhões de hectares. A agricultura familiar é responsável pela produção de mais de 70% dos alimentos consumidos internamente no Brasil, incluindo o auto consumo das famílias camponesas. Os agricultores familiares produzem 24% do VPB da pecuária de corte, 54% da pecuária de leite, 58% dos suínos, 40% das aves e ovos, 33% do algodão, 72% da cebola, 67% do feijão, 97% do fumo, 84% da mandioca, 49% do milho, 32% da soja, 46% do trigo, 58% da banana e 25% do café.
Com o devido incentivo de crédito, acesso a terras, à tecnologia, aos demais meios de produção e aos mercados, a agricultura familiar pode promover um conjunto de serviços que vão além da produção de alimentos. Sua característica de distribuição de renda e geração de empregos possibilita que milhões de pessoas tenham condições de acessar os alimentos. A agricultura familiar pode ainda contribuir com os processos de conservação de solos e águas, manejo sustentável da biodiversidade, produção de biomassa, cujo valor para as gerações presentes e futuras é incalculável.
Adaptado de http://www.actionaid.org.br/Portals/0/Docs/artigo_crise_alimentos.PDF

quinta-feira, 11 de junho de 2009

A Geografia desmascara...

Segundo Rui Moreira (1978), a Geografia "serve para desvendar máscaras sociais", neste sentido é de grande relevo desafiarmos nossos alunos a desmascararem questões relacionadas ao planejamento estatal, urbanização, meio ambiente e a interdependência entre tais elementos que compõem o espaço da Ilha de Caratateua, onde as elevadas taxas de crescimento populacional, verificadas nos últimos anos, não foram acompanhadas de uma infra-estrutura, capaz de oportunizar aos habitantes dessa porção insular do município de Belém uma qualidade de vida satisfatória.
Entender o processo de construção do espaço urbano da Ilha de Caratateua levará ao preenchimento de ‘lacunas’ que se encontram inexplicadas para grande parte da população da ilha. Sobretudo entender que as ocupações urbanas, trazem consigo uma qualidade de vida duvidosa para as famílias que habitam as áreas periféricas e as ilhas que compõem o município, pois nesses locais, geralmente inexistem alguns equipamentos urbanos essenciais para que possamos intitular os moradores dessas áreas de cidadãos. Como (Scarlato, 1997, p. 217) afirma.

O crescimento rápido das cidades não pode ser acompanhado no mesmo ritmo pelo atendimento e infra-estrutura para a melhoria da qualidade de vida. A deficiência de redes de água tratada, de coleta e tratamento de esgotos, pavimentação de ruas, galerias de águas pluviais, de áreas de lazer, de áreas verdes de núcleos de formação educacional e profissional, de atendimento médico
é comum nessas cidades.

Eis então o espaço urbano de Caratateua, um mosaico de contradições campo de lutas constantes pelo direito de morar, morar de forma digna. Espaço que precisa ser entendido pelos alunos da ilha enquanto totalidade, pois só assim, enfrentarão as situações problemas que a vida vai lhes impor como verdadeiros cidadãos.

sexta-feira, 5 de junho de 2009

Comemorar???

Hoje, 05 de junho, o Dia Internacional do Meio Ambiente, nosso estado não contabiliza números que nos permitam comemorar a festiva data. Os descasos são muitos, descompromisso com aquilo que nos é de grande relevo, a nossa casa. É de impressionar a riqueza do Pará, a diversidade de recursos florestais, minerais e hídricos, mas também nos impressiona, espanta, o desmatamento desenfreado, grilagem de terras, violência no campo, trabalho escravo, prostituição infantil, pedofilia entre outros problemas que nos colocam como líderes de qualquer ranking mundial. Mas... e a nossa casa... casa que ainda não cuidamos, sujamos, desrespeitamos. Mas... nós temos nossa autoridades! Sim temos autoridades! Podemos contar com: políticos pedófilos, policiais corruptos, governantes latifundiários? E a nossa casa... ainda é nossa? Já tornou-se há muito uma mercadoria... mas se eu vender minha casa? Onde vou morar? Como vou morar? Como vou criar meus filhos, meus descendentes, gerações que levarão o meu nome... o meu sangue... sangue... sangue que corre na veia, que tece uma teia, fertiliza a semente de novos descendentes, que não viverão sem o Meiho Ambienmte.

sábado, 30 de maio de 2009

Orientação: "Basicão" muito importante para a Geografia.

A orientação é feita através dos pontos cardeais, além dos pontos cardeais podemos também citar os pontos colaterais, subcolaterais e intermediários, formando um total de 32 pontos de orientação expressos na rosa dos ventos.Não é difícil encontrar os pontos cardeais. O lugar onde o Sol nasce é o Leste ou Oriente; onde se põe é o Oeste ou Ocidente.
ROSAS DOS VENTOS
Determina a nossa posição em relação aos pontos cardeais, colaterais, sub colaterais e intermediário totalizando trinta e duas direções.
Pontos Cardeais
Sul (S) – meridional e austral Leste (E) – oriente e nascente Oeste (O) – ocidente ou poente
Pontos Colaterais
Nordeste (NE) – entre o norte e o leste Sudeste (SE) – entre sul e o oeste Sudoeste (SO) – entre o sul e o oeste Noroeste (NO) – entre o norte e o oeste
Pontos Subcolaterais
Norte Nordeste (NNE) entre o norte e o nordeste Este Nordeste (ENE) entre o leste e o nordeste Este Sudeste (ESE) entre o leste e o sudeste Sul Sudeste (SSE) entre o sul e sudoeste Sul Sudoeste (SSO) entre o sul e sudoeste Oeste Sudoeste (OSO) entre o oeste e sudoeste Oeste Noroeste (ONO) entre o oeste e o noroeste Norte Noroeste (NNO) entre o norte e o noroeste
Coordenadas Geográficas
Conjuntos de linhas imaginárias (paralelos e meridianos) que determinam a localização de qualquer lugar ou acidente geográfico sobre a superfície do planeta. Os paralelos medem as latitudes, e os meridianos medem as longitudes.
Latitudes (paralelos)
As latitudes são os paralelos, linhas traçadas paralelamente ao Equador perfazendo 180° (90° no hemisfério norte e 90° no hemisfério sul) e que permitem determinar a latitude de um lugar. Latitude é a distância, em graus, que vai do Equador a qualquer ponto da Terra. Os pontos situados acima do Equador têm latitude norte e os pontos localizados abaixo têm latitude sul.Existem cinco paralelos especiais que você não pode esquecer:Círculo Polar Ártico Trópico de Câncer Equador Trópico de Capricórnio Círculo Polar Antártico

sábado, 21 de março de 2009

Aula Socialismo 1ª etapa


ESCOLA ESTADUAL DO OUTEIRO
Geografia – Professor Mauro Torres
1ª ETAPA – AULA 3
Aluno (a) __________________________________________
Socialismo: Definição e Características
01. Socialismo: economia planificada
O socialismo está centrado na eliminação das desigualdades sociais com base na propriedade coletiva dos meios de produção. No sistema socialista, os prédios, máquinas e instrumentos utilizados na produção pertencem a toda a sociedade, representada pelo Estado. Segundo a
teoria socialista, só assim se pode eliminar a exploração do homem pelo homem que caracteriza as relações de trabalho capitalista. Em oposição ao capitalismo, o objetivo do socialismo não é o lucro, mas o bem-estar de toda a sociedade, estendendo a todos o direito à saúde, educação e trabalho.
O Socialismo é um sistema político-econômico ou uma linha de pensamento criado no século XIX para confrontar o liberalismo e o capitalismo. A idéia foi desenvolvida a partir da realidade na qual o trabalhador era subordinado naquele momento, como baixos salários, enorme jornada de trabalho entre outras.
Nesse sentido, o socialismo propõe a extinção da propriedade privada dos meios de produção e a tomada do poder por parte do proletariado e controle do Estado e divisão igualitária da renda.
Os precursores dessa corrente de pensamento foram Saint-Simon (1760-1825), Charles Fourier (1772-1837), Louis Blanc (1811-1882) e Robert Owen (1771-1858), conhecidos como criadores do socialismo utópico.
Outros pensadores importantes que se enquadram no socialismo científico são os conhecidos Karl Marx e Friedrich Engels.
Apesar das idéias socialistas terem sido criadas ainda no século XIX, foram somente no século XX colocadas em vigor. O primeiro país a implantar esse regime político foi a Rússia, a partir de 1917, quando ocorreu a Revolução Russa, momento em que o governo monarquista foi retirado do poder e instaurado o socialismo. Após a Segunda Guerra Mundial, esse regime foi introduzido em países do leste europeu, nesse mesmo momento outras nações aderiram ao socialismo em diferentes lugares do mundo, a China, Cuba, alguns países africanos e outros do sudeste asiático.
Diante de todas as considerações, a seguir os principais aspectos do socialismo que deixam claro a disparidade com o sistema capitalista.

Karl Marx e Friedrich Engels, criadores do socialismo científico.
• Socialização dos meios de produção: todas as formas produtivas, como indústrias, fazendas entre outros, passam a pertencer à sociedade e são controladas pelo Estado, não concentrando a riqueza nas mãos de uma minoria.
• Não existem classes, ou seja, existe somente a classe
trabalhadora e todos possuem os mesmos rendimentos e oportunidades. • Economia planificada: corresponde a todo controle dos setores econômicos, dirigidos pelo Estado, determinando os preços, os estoques, salários, regulando o mercado como um todo. O socialismo que foi desenvolvido no decorrer do século XX e que permanece em alguns países até os dias atuais é conhecido por socialismo real, em outras palavras foi executado de forma prática.
Por outro lado, o socialismo ideal é aquele desenvolvido no século XIX, que pregava uma sociedade sem distinção e igualitária, que acabava com o capitalismo. Os pensadores dessa vertente socialista eram em sua maioria anarquistas.
O principal pensador do socialismo foi Karl Marx, para ele esse regime surgiu a partir do capitalismo e seus meios de produção, tendo seu controle desempenhado pelo proletário, assim como o Estado, que posteriormente seria extinto, dando origem ao comunismo que corresponde a uma sociedade sem governo, polícia, forças armadas entre outros, além de não possuir classes sociais e economia de mercado.
Após o declínio do socialismo, a partir de 1991 com a queda da União Soviética, o sistema perdeu força no mundo, atualmente poucos países são socialistas, é o caso da China, Vietnã, Coréia do Norte e Cuba.

Aula 1

ESCOLA ESTADUAL DO OUTEIRO
Geografia – Professor Mauro Torres
1ª ETAPA – AULA 1
Aluno (a) __________________________________________

CAPITALISMO: DEFINIÇÃO – ORIGEM – EVOLUÇÃO - CAPITALISMO COMERCIAL E INDUSTRIAL

SISTEMA ECONÔMICO CAPITALISTA
1- Define-se o Capitalismo como um sistema econômico baseado na propriedade privada dos meios de produção (terras, máquinas e infra-estrutura) e propriedade intelectual, objetivando o lucro através do risco de investimento, nas decisões quanto ao investimento de capital feitas pela iniciativa privada, e com a produção, distribuição e preços dos bens, serviços e recursos humanos afetados pelas forças da oferta e da procura.
2- HISTÓRICO:
2.1) ANTECEDENTES:
O surgimento dos primeiros comerciantes e artesãos livres nas pequenas cidades medievais e nas feiras em torno dos burgos, oi o germe de uma nova sociedade, que no decorrer de alguns séculos, substituiria o sistema feudal.
O feudalismo foi o modo de produção que antecedeu ao capitalismo, dominou parte do mundo, em especial o ocidental entre os séculos V e XV. Esse modo de produção determinava uma organização espacial muito específica em que predominavam as atividades rurais, o poder político era descentralizado, havia uma tendência nos lugares pela auto-suficiência, as classes sociais se relacionavam pelo vínculo da servidão e os feudos eram quase sempre isolados daí a ordenação espacial fragmentada. A partir do século XI, ocorreram grandes transformações sóciopolíticas que culminaram com o declínio do feudalismo.
2.2) EVOLUÇÃO HISTÓRICA
Capitalismo Comercial – considerada como a primeira etapa do capitalismo, teve início com a expansão marítima no final do XV e se estendeu até o século XVIII. Nesse período, ocorreram as Grandes Navegações, o seu desenvolvimento está relacionado busca de caminhos alternativos para as Índias, que pudessem escapar das áreas conquistadas pelos turcos otomanos e da hegemonia das cidades italianas no comércio mundial naquela época.
No Capitalismo Comercial as relações Europa - mundo assumem o padrão dominação-subordinação, isso ocorre pelas conquistas territoriais e pelos mecanismos para mantê-las tais como: escravização de índios e negros na América e África.
Durante esse período, o grande acúmulo de capitais se dava na esfera do comércio, portanto, no espaço da circulação. A doutrina vigente era a mercantilista, que defendia a intervenção dos Estados na economia, a fim de promover a prosperidade nacional e aumentar o poder do Estado. Nesse sentido, defendia a acumulação de riquezas no interior dos Estados, sendo assim a riqueza e o poder de um Estado eram medidos pela quantidade de metais preciosos que possuía (metalismo).
O Estado era protecionista em relação as manufaturas existentes, restringindo a importação de manufaturados.
Uma característica deste período, o Estado forte (Absolutismo Monárquico), para sustentar e dar apoio à expansão marítima e comercial, pois dessa forma se estabeleceria o pacto colonial, uma vez que, as colônias tinham que obrigatoriamente manter relações comerciais com as metrópoles, sendo essas relações marcadas pela dominação, em que a colônia tinha que vender seus produtos a preços baixos e comprar produtos a preços altos.
O processo de evolução do capitalismo é considerado lento, pela maioria dos estudiosos, isso porque ele vai ocorrer dentro das classes sociais e na política dos Estados, é importante observar, o quanto o papel da cidade foi fundamental na etapa de transição, pois, durante a Idade Média na vigência do feudalismo, observa-se que nos burgos é que viviam os comerciantes e estava aí a riqueza por eles acumulada ao mesmo tempo em que se concentravam os artesãos, que produziam o necessário a atividade comercial. Portanto, o capitalismo surge na cidade, no centro da economia urbana, ainda no seio da sociedade feudal.
A etapa acima descrita é conhecida como acumulação primitiva de capital, é exatamente ela, que prepara, com uma conjugação de fatores, a próxima etapa do capitalismo, que é a industrial.
Capitalismo Industrial - É a etapa de consolidação do modo de produção capitalista, uma vez que consagra o trabalho assalariado e desvenda a essência do sistema que é o lucro, é exatamente nesta etapa, que a transformação fica mais evidente, com as mudanças definitivas nas relações econômicas, políticas, sociais e culturais.
a) 1ª Revolução Industrial, que ocorreu na Inglaterra na segunda metade do século XVIII até meados do século XIX.
􀀩 Ocorreu na Inglaterra
􀀩 A mecanização se estendeu do setor têxtil para a
metalurgia
b) 2ª Revolução Industrial ocorreu no século XIX e promoveu a reconfiguração da Europa e de parte do mundo sob sua influência. A 2ª revolução industrial implicou na expansão do fenômeno por outros países europeus e ainda EUA e Japão. Foi um período marcado pela intensificação da rivalidade política e econômica nos chamados países centrais do sistema gerando uma era conhecida como IMPERIALISMO.
Aspectos importantes:
􀃎Consolidação do Sistema Capitalista
􀃎Grande impulso a urbanização
􀃎Período de grandes inovações tecnológicas como trens a vapor, automóveis revolucionaram os transportes.
􀃎Surgimento das formas de concentração econômica
como trustes, cartéis e oligopólios.
􀃎Partilha Afro-asiática ou Conferência de Berlim

TEXTO COMPLEMENTAR
Com a revolução industrial, o trabalho assalariado torna-se consolidado, pois os salários são as formas pelas quais os trabalhadores além de se tornarem mais produtivos, serão também os consumidores. Portanto, nessa etapa do capitalismo, a escravidão vai desaparecendo, dando lugar ao trabalho assalariado posto que, começa a se tornar bem clara a necessidade de se ampliar mercados consumidores, a outra alteração significativa, diz respeito ao Estado Absolutista, que na
fase anterior do capitalismo, foi útil a burguesia comercial, mas dentro dos novos princípios da burguesia industrial houve uma grande alteração, que é a formação de uma nova ideologia conômica, onde o Estado não deveria intervir, é o liberalismo econômico (as bases do liberalismo econômico foram difundidas no livro As Riquezas das Nações de Adam Smith), se contrapondo ao Estado forte do capitalismo comercial.
“Essas novas idéias interessavam principalmente à Inglaterra, “oficina do mundo” – devido ao seu avanço industrial – e “rainha dos mares”-devido ao seu poderio naval. O país vendia os seus produtos nos quatro cantos do planeta.
Dentro das fábricas, mudanças importantes estavam acontecendo: a produtividade e a capacidade de produção aumentavam velozmente; aprofundava-se na divisão de trabalho e crescia a produção em série. Nessa época, segunda metade do século XIX, estava ocorrendo o que se convencionou chamar de Segunda Revolução Industrial. Uma das características mais importantes desse período foi a introdução de novas tecnologias e novas fontes de energia no processo produtivo. Pela primeira
vez tendo como pioneiros os Estados Unidos e a Alemanha, a ciência era apropriada pelo capital, ou seja, era posta a serviço da técnica, não mais como na Primeira Revolução Industrial, ocorrida no século XVIII, quando os avanços tecnológicos eram resultados de pesquisas espontâneas e autônomas. Agora havia uma verdadeira canalização de esforços por parte das empresas e do Estado para a pesquisa científica com o objetivo de desenvolver novas técnicas de produção”.
( SENE, Eustáquio de & MOREIRA, João Carlos. Espaço Geográfico e
Globalização. p.21-2)

O crescimento da indústria, levou a expansão da atividade econômica para outras nações européias, era o
processo de industrialização avançando e como conseqüência ampliou-se a concorrência entre as potências européias, que buscavam cada vez mais áreas de matériasprimas, bem como, regiões que pudessem se transformar em mercados consumidores e novas áreas de investimentos, é dentro desse contexto, que se configura a expansão imperialista na Ásia e na África, inclusive, em 1885 o continente africano foi dividido entre as potências européias, sem o menor respeito pelas populações nativas, o que até hoje se traduz em graves conseqüências, como os conflitos de territorialidades, que marcam aquele espaço.
A definição de áreas de influência das potências uropéias foi de grande vantagem para as potências maiores, na época a França e o Reino Unido, os demais países industrializados da Europa, contentaram-se com porções menores do território, ou apenas conservaram alguns domínios anteriores. Assim, a ordem mundial vigente naquela época, definia a Divisão Internacional do Trabalho, bem como as áreas de influência das potências européias.
Dentro da divisão, ficou claro que os países industrializados, exerciam controle econômico e político sobre as regiões coloniais, onde uma economia complementar estava subordinada a eles. Além das potências européias, os Estados Unidos da América, se definia como potência industrial e por isso também, dentro de uma política imperialista passa a influenciar de sobremaneira a América Latina (América para os americanos). Na Ásia, o Japão reestruturado na era Meiji, emergiu como potência e adotou uma política imperialista no extremo-oriente, disputando a China, com os britânicos e com os russos.