Mostrando postagens com marcador E. Amazônicos. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador E. Amazônicos. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 2 de junho de 2011

A divisão do Estado do Pará II

A divisão não será a panacéia para estado do Pará. Continuaremos verificando regiões de elevado PIB per capita, porém com baixos IDHs. Um dos exemplos claros estampou as manchetes dos jornais recentemente, refiro-me ao município de Parauapebas, grande arrecadador de impostos ligados ao setor mineral, mas sua população não se beneficia disso.
Estudos mostram que o crescimento econômico do município está inversamente ligado ao desenvolvimento humano, a concentração de renda é elevadíssima e a população apresenta níveis de pobreza superior a do atual estado do Pará e do Brasil.
Com essas e outras evidências, fica claro que a divisão do estado do Pará beneficiará, sobretudo, as elites locais que vislumbram o poder executivo dos possíveis novos estados, com pouca ou nenhuma preocupação com desenvolvimento humano local.
Leia mais sobre o assunto aqui.

sábado, 21 de maio de 2011

Região Hidrográfica do Tocantins-Araguaia

A vocação agrícola do Tocantins

A Região Hidrográfica do Tocantins-Araguaia apresenta grande potencialidade para a agricultura irrigada, especialmente para o cultivo de frutíferas, de arroz e outros grãos (milho e soja). Atualmente, a necessidade de uso de água para irrigação corresponde a 66% da demanda total da região e se concentra na sub-bacia do Araguaia devido ao cultivo de arroz por inundação. A área irrigável (por inundação e outros métodos) é estimada em 107.235 hectares.
A Região Hidrográfica do Tocantins-Araguaia possui uma área de 967.059 km² (11% do território nacional) e abrange os estados de Goiás (26,8%), Tocantins (34,2%), Pará (20,8%), Maranhão (3,8%), Mato Grosso (14,3%) e o Distrito Federal (0,1%). Grande parte situa-se na Região Centro-Oeste, desde as nascentes dos rios Araguaia e Tocantins até a sua confluência, e daí, para jusante, adentra na Região Norte até a sua foz.
Cerca de 7,9 milhões de pessoas vivem na região hidrográfica (4,7% da população nacional), sendo 72% em áreas urbanas. A densidade demográfica é de 8,1 hab./km², bem menor que a densidade demográfica do país (19,8 hab./km²).
Na Região Hidrográfica do Tocantins-Araguaia estão presentes os biomas Floresta Amazônica, ao norte e noroeste, e Cerrado nas demais áreas. O desmatamento da região se intensificou a partir da década de 70, com a construção da rodovia Belém-Brasília, da hidrelétrica de Tucuruí e da expansão das atividades agropecuárias e de mineração. Atualmente, o desmatamento se deve principalmente à atividade de indústrias madeireiras nos estados do Pará e Maranhão.
Com relação aos indicadores de saneamento básico, todas as unidades hidrográficas apresentam valores superiores às médias nacionais.
O nível de abastecimento de água apresenta realidades bastante variadas, com valores entre 27% no Acará (PA) e 61,7 % no Tocantins. A média regional de atendimento da população por rede de esgoto é de apenas 7,8% e, do percentual de esgoto coletado, apenas 2,4% é tratado.
Principais Ações da ANA na Região Hidrográfica do Tocantins
- Desenvolvimento de estudos hidrológicos para minimização de riscos de enchentes na cidade de Goiás – GO;
- Termo de referência para a seleção de consultoria para elaborar o Plano Estratégico de Recursos Hídricos da Bacia Hidrográfica dos rios Araguaia e Tocantins.
Fonte: Agência Nacional das Águas

quinta-feira, 10 de março de 2011

Hidrografia do Pará

Sistema de Divisão Hidrográfica do Estado do Pará

Região Hidrográfica da Costa Atlântica - Nordeste
Ocupa 10,1% da área do estado. Constitui-se das bacias dos rios Guamá-Moju, Gurupí e das bacias da região do Atlântico. Tem como drenagens principais os rios Guamá, Capim, Acará, Mojú, Aiu-Açu, Acará Miri, Camari, Piriá, Gurupi-Miri, Guajará, Rolim, Coaraci-Paraná, Uarim, Caeté, Pirabas, Maracanã, Marapanim, Mojuí e Maguarí. Esta região engloba como principais municípios
Rondon do Pará, Dom Eliseu, Abel Figueiredo, Bom Jesus do Tocantins, Jacundá, Goianésia do Pará, Breu Branco, Moju, Igarapé-Miri, Abaetetuba, Barcarena, Viseu, Cachoeira do Piriá, Nova Esperança do Piriá, Paragominas, Ulianópolis, Dom Eliseu, Augusto Correa, Santa Luzia do Pará, Tracuateua, Bragança, Quatipuru, Bonito, Capanema, São João de Pirabas, Primavera, Peixe-Boi, Nova Timboteua, Salinópolis, Santarém Novo, Santa Maria do Pará, Igarapé-Açu, Maracanã, Magalhães Barata, São Francisco do Pará, Terra Alta, Marapanim, Castanhal, São João da Ponta, São Caetano de Odivelas, Vigia, Colares, Santo Antônio do Tauá, Santa Izabel do Pará, Curuçá, Santa Bárbara do Pará, Benevides, Ananindeua e Belém. Sendo formada pela:
• Sub-Região Hidrográfica: Guamá – Mojú
• Sub-Região Hidrográfica: Gurupí
• Sub-Região Hidrográfica: Costa Atlântica
Região Hidrográfica da Calha Norte
Essa região ocupa uma área que perfaz 21,5% do estado sendo constituída pelas das bacias dos rios Nhamundá, Trombetas, Cuminapanema, Maecurú, Parú e Jarí. Tem como principais drenagens os rios com mesma denominação das bacias. É formada pelos seguintes municípios: Faro, Terra Santa, Oriximiná, Óbidos, Curuá, Alenquer, Monte Alegre, Prainha e Almerim. Sendo formada pela:
• Sub-Região Hidrográfica: Nhamundá –Trombetas
• Sub-Região Hidrográfica: Cuminapanema –Maecurú
• Sub-Região Hidrográfica: Parú – Jarí
Região Hidrográfica de Portel - Marajó
Ocupa uma área de 10,8% da área do estado. É composta pelas bacias dos rios Anapú, Pacajá, pelas bacias da região ocidental do Marajó e oriental do Marajó, tendo como drenagens principais os rios Marinau, Tueré, Pracuruzinho, Curió, Pracupi, Urianã, Arataí, Mandaquari, Jacaré-Paru Grande, rio Jacaré Paruzinho, Anajás, Aramã, Jacaré, Cururú, Afuá, Jurupucu, Jurará e dos Macacos. Engloba os municípios de Portel, Pacajá, Bagre, Novo Repartimento, Anapú, Breves, Chaves, Afuá, Anajás, Curralinho, São Sebastião da Boa Vista, Muaná, Soure, Salvaterra, Cachoeira do Ararí, Santa Cruz do Ararí e Ponta de
Pedras. Sendo formada pela:
• Sub-Região Hidrográfica: Calha Amazônica
• Sub-Região Hidrográfica: Marajó Ocidental
• Sub-Região Hidrográfica: Marajó Oriental
• Sub-Região Hidrográfica: Rio Pará
• Sub-Região Hidrográfica: Baía de Caxuanã
Região Hidrográfica do Tapajós
Ocupa uma área de 17,5% do estado. É constituída pela bacia do rio Tapajós, possuindo como principais drenagens os rios Tapajós, Teles Pires, Jamaxim, São Benedito e rio Arapiuns. Inclui os municípios de Itaituba, Rurópolis, Trairão, Aveiro, Juriti, Jacareacanga, Novo Progresso, Belterra e Santarém. Sendo formada pela:
• Sub-Região Hidrográfica: Tapajós – Amazonas
• Sub-Região Hidrográfica: Tapajós
Região Hidrográfica do Baixo Amazonas
Ocupa uma área de 4,6% da área do estado. Constitui-se pelas bacias dos rios Curuá-Una e Guajará e tem como drenagens principais os rios Curuá do Sul ou Tutuí, Mujuí, Uruará, Araú e Igarapé Peturú. É composta pelos seguintes municípios: Santarém, Placas, Uruará, Rurópolis, Prainha, Medicilândia e Porto de Moz.
Região Hidrográfica do Xingu
Ocupa uma área de 25,1% do Estado do Pará. É constituída pela bacia do rio Xingu, englobando como principais drenagens os rios Xingu, Iriri, Caeté, Chiche, Xinxim, Carajás, Ribeirão da Paz, rio Fresco e Petita. É constituída pelos seguintes municípios: São Félix do Xingu, Cumarú do Norte, Bannach, Ourilândia do Norte, Água Azul do Norte, Tucumã, Senador José Porfírio, Anapu, Vitória do Xingu, Altamira, Brasil Novo, Medicilândia, Uruará, Placas, Rurópolis, Trairão, Itaituba, Novo Progresso, Porto de Moz.
Região Hidrográfica do Tocantins-Araguaia
Ocupa 10,4% da área do estado. É constituída pelas bacias dos rios Tocantins e Araguaia e tem como principais drenagens os rios de mesmo nome, e ainda os rios Preto, Jacundá, Oeiras, Inajá, Gameleira ou Chicão, Salobo, Itacaiunas, Madeira, Parauapebas, Sereno, Sororó, Praia Alta e Trocará. Fazem parte dessa região hidrográfica os seguintes municípios: Oeiras do Pará, Marabá, Itupiranga, Novo Repartimento, Nova Ipixuna, jacundá, Bom Jesus do Tocantins, São João do Araguaia, São Domingos do Araguaia, Brejo Grande do Araguaia, São Geraldo do Araguaia, Eldorado dos Carajás, Piçarra, Curionópolis, Parauapebas, Sapucaia, Canaã do Carajás, Xinguara, Água Azul do Norte, Rio Maria, Floresta do Araguaia, Pau d' Arco, Redenção, Conceição do Araguaia, Santa Maria das Barreiras, Santana do Araguaia, Novo Repartimento, Breu Branco, Baião, Mocajuba, Igarapé-Miri e Cametá. Sendo formada pela:
• Sub-Região Hidrográfica: Araguaia
• Sub-Região Hidrográfica: Itacaiunas
• Sub-Região Hidrográfica: Tocantins
Fonte:Política de Recursos Hídricos do Estado do Pará: Lei nº 6.381/01 e legislação complementar / Secretaria Executiva de Ciência, Tecnologia e Meio Ambiente. –Belém: SECTAM, 2005.

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Lista Suja do Trabalho Escravo

Ai está a lista suja do trabalho escravo divulgada pelo site Repórter Brasil. confira AQUI

domingo, 7 de novembro de 2010

Como funciona a grilagem de terras

A grilagem de terra é um crime grave praticado ainda em grande escala no interior do Brasil, principalmente na Amazônia. Os grileiros, nome dado a esses criminosos, são alguns dos principais responsáveis pelo desmatamento das florestas tropicais.
A grilagem nada mais é que a apropriação indevida de terras públicas, através da falsificação de documentos. Várias são os interesses para a existência dessa prática: especulação imobiliária, venda de recursos naturais do local (principalmente madeira), lavagem de dinheiro e até captação de recursos financeiros.
Por que grilagem?

O termo grilagem vem de um antigo macete dos falsificadores. Para dar aspecto de velho aos documentos criados por eles, os falsários deixavam os papéis em gavetas com insetos como o grilo. Com a ação dos animais, os papéis ganhavam a coloração amarelada com aspecto de gastos.
­Um estudo feito pelo governo federal em 1999 para a Comissão Parlamentar de Inquérito da Grilagem apontava 100 milhões de hectares de terras griladas, a maioria no Pará. A princípio, estes números podem ter diminuído um pouco já que grandes fraudes foram anuladas, mas um levantamento de 2006, feito por institutos de pesquisas e organizações não-governamentais, mostraram que 30 milhões de hectares ainda eram grilados no Pará, o que equivale a 23% do território paraense. A razão para Estados como Amazonas e Pará serem os grandes alvos dos grileiros é o grande número de terras públicas. Só no Pará, as terras pertencentes aos governos federal e estadual representam cerca de 70% da área, entre assentamentos, reservas indígenas, unidades de conservação e áreas militares.
Uma teia de corrupção com fraudes em cartórios, conivência de funcionários públicos, compra de terras de posseiros cria essa equação. Além disso, segundo um levantamento do Ministério do Meio Ambiente, 45% do território amazônico não têm titulação ou destinação. Aliás, é bom lembrar que grileiro não é a mesma coisa que posseiro. O primeiro normalmente tem poderio econômico, circula nos corredores do poder e não vive na terra. O posseiro é aquele pequeno agricultor que toma posse da terra para sobrevivência.
A grilagem de terra conta hoje também com a ajuda da tecnologia, seja com o GPS, que ajuda na localização das terras, seja com a própria internet, onde são vendidos lotes enormes de terra sem nenhuma comprovação documental definitiva.
Fonte: http://ambiente.hsw.uol.com.br/grilagem.htm

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Pará: focos de calor

 O estado do Pará, aparece na imagem abaixo, como um dos estados da Amazônia com maior ocorrência de focos de calor no dia de ontem (28.10.2010).
Os mapas de Focos de Calor, fornecem uma visualização dos possíveis pontos de queimadas sobre o Brasil e parte da América do Sul, identificados pelos satélites NOAA. Esses pontos representam os pixels, que foram identificados pelo sistema de monitoramento de queimadas, com temperaturas de brilho superiores ou iguais a 320 K. Os valores de temperatura, são derivados dos dados do canal 3 do radiômetro AVHRR (Advanced Very High Resolution Radiometer), um sensor a bordo dos satélites de órbita polar (série NOAA).
As cores dos pontos no mapa, indicam as intensidades dos focos de calor. Essas intensidades são derivadas de um escalonamento da temperatura de brilho de cada ponto. Estes dados são recebidos e processados no INMET.
A legenda que aparece no canto inferior direito da figura, fornece informações com respeito ao nome, a data e hora da passagem do satélite e os graus da intensidade das queimadas. A barra colorida que aparece na borda direita, representa os valores dessas intensidades.
Fonte: INMET

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Para os meus alunos de Estudos Amazônicos

A reportagem de Leonardo Sakamotono linkada aqui, tem como objetivo ilustrar com fatos reais os assuntos trabalhados em sala de aula. 

domingo, 24 de outubro de 2010

Pará: campeão de trabalho escravo

As Rotas da Escravidão no Brasil.
O mapa a seguir ilustra os principais fluxos de trabalhadores encontrados em condições análogas às da escravidão, com base no lugar onde nasceram e o lugar em que residiam quando encontrados pelos fiscais do GEFM. A largura das setas indica a intensidade dos fluxos, em termos de número de trabalhadores do qual fazem parte.
Nota-se que a maior parte dos fluxos parte da Região Nordeste para a Região Norte do país. O Pará, estado com maior número de denúncias, recebe o maior fluxo de trabalhadores que, por sua vez, partiram do Maranhão. O segundo maior fluxo direcionado ao Pará parte do Piauí. O Tocantins também é receptor de uma
quantidade intensa de trabalhadores originários do Maranhão e, em um fluxo menor, do Piauí. Outros fluxos menos intensos para ambos os estados partem, ainda, do Nordeste com origem no Ceará e de estados de outras regiões como Minas Gerais e Paraná.
O segundo maior estado com incidência de trabalhadores escravizados, o Mato Grosso, também recebe fluxos intensos do Maranhão e do Piauí e fluxos menores da Bahia e de Alagoas, na Região Nordeste. Há relevantes contingentes advindos também do Tocantins, no Norte. Outros números menores também partem de estados de outras regiões como Bahia, Alagoas, Goiás e Paraná. Internamente à própria Região Norte, o fluxo do Tocantins para o Pará também é bastante intenso.
COSTA, Patricia Trindade Maranhão. Combatendo o trabalho escravo contemporâneo : o exemplo do Brasil / International Labour Office ; ILO Office in Brazil. - Brasilia: ILO, 2010

sexta-feira, 5 de março de 2010

Pará, dendê e biodiesel

Os maiores cultivos do país estão atualmente localizados no Pará e a empresa mais importante desse segmento é o Grupo Agropalma, responsável por cerca de 70% da produção nacional, desenvolvendo essa atividade em uma área de 107 mil ha. que abrange principalmente os municípios de Tailândia, Acará e Moju e envolve cooperativas de pequenos produtores. Nos últimos anos, esses cultivos estenderam-se para novos municípios, como Benevides, Santa Izabel do Pará, Santo Antonio do Tauá Castanhal, Igarapé Açu, no nordeste paraense e, com isso, a produção total desse Estado em 2007 foi de aproximadamente 750 mil toneladas de óleo bruto.
Em 2008, entrou em funcionamento o mercado nacional de biodiesel, tendo como base a adição de 2% de óleo vegetal ao diesel e, apesar do predomínio do óleo de soja, ampliaram-se as perspectivas favoráveis para a expansão do palm oil na Região. Tomando como base essas novas tendências do mercado brasileiro, levantamentos e estudos realizados pela Embrapa estimam que o Estado do Pará dispõe de cerca de 5 milhões de hectares aptos para o cultivo do dendê Além disso, a Embrapa implantou recentemente um pólo experimental de cultivo e extração desse óleo no município de Rio Preto da Eva, no Amazonas, e há vários novos investimentos de empresas privadas em curso nesses dois estados e em Rondônia e Roraima.

domingo, 28 de fevereiro de 2010

PLANO AMAZÔNIA SUSTENTÁVEL

Lançado em maio de 2008 pelo governo federal, é coordenado pela Secretaria de Assuntos Estratégicos. O documento apresenta quatro diretrizes estratégicas para o desenvolvimento da Amazônia: ordenamento territorial e gestão ambiental, produção sustentável com inovação e competitividade, implantação de infraestrutura para o desenvolvimento sustentável, e inclusão social e cidadania com a adoção de programas de atendimento a desempregados da região Norte. Para ler o documento, importante fonte de pesquisa para os alunos de estudos amazônicos, clique aqui.

domingo, 6 de dezembro de 2009

Especulação imobiliária

A grande concentração fundiária estabelecida em Belém, por grandes empresas e famílias tradicionais, aliada à disposição das terras institucionais (propriedades do Exército, Marinha, Aeronáutica, Universidade Federal do Pará e outras) a partir da Primeira Légua Patrimonial, que estrangulou a cidade causando grandes problemas de ordem habitacional para a mesma, obrigando a expansão do perímetro urbano, muitas vezes sem a mínima infra-estrutura.
O crescimento ou expansão do perímetro urbano, não diminuiu o preço dos terrenos localizados no interior do mesmo, pelo contrário, houve uma valorização e não uma redução dos preços, por isso, Rodrigues, (1989) afirma que a terra é uma mercadoria "sui generis", pois valoriza sem trabalho e não obedece à lei da oferta e da procura, ficando deste modo, mais difícil a aquisição de um imóvel por parte da classe mais pobre.
Na atualidade, percebemos um grande movimento em direção as nossas maiores ilhas e, inocentemente alguns moradores acreditam que serão beneficiados com a melhoria da qualidade de vida. Porém a especulação imobiliária está a pleno vapor, muitos que já foram expulsos de bairros periféricos da porção continental, estão novamente ameaçados.

Espaço urbano de Belém


O espaço urbano de Belém, como qualquer outro espaço urbano, apresenta-se permeado de contradições, campo de lutas sociais e interesses heterogêneos; onde os donos do capital conseguem através da especulação imobiliária, multiplicar seus rendimentos; onde as classes menos favorecidas lutam para manterem-se vivas. Espaço urbano que se adensa, verticaliza e ao mesmo tempo se expande para a dimensão insular do município, útimos recantos verdes da cidade, ocupam áreas que em muitos casos não oferecem as menores condições de moradia e higiene; onde o Estado, através de suas ações, propicia a acumulação de capital por parte das classes mais ricas, acumulação que por vezes se dá às custas da degradação do meio ambiente, mesmo quando legislações criadas específicamente para atender os problemas que ocorrem no espaço urbano, como é o caso do plano diretor urbano, não atendem aos seus objetivos. Eis então o espaço urbano, um mosáico de contradições campo de lutas constantes pelo direito de morar, de morar de forma digna.

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

PROJETO JARI

Esse projeto foi idealizado pelo milionário norte americano Daniel Keith Ludwig. Ele mandou construir uma fábrica de celulose no Japão, na cidade de Kobe, usando tecnologia finlandesa da cidade de Tampere, foram construídas duas plataformas flutuantes com uma unidade para a produção de celulose e outra para a produção de energia. A unidade de energia produzia 55 megawatts e era alimentada por óleo BPF a base de petróleo com opção para consumo de cavacos de madeira. Após viajar milhares de km, as plataformas foram levadas até o Rio Jari.
O vídeo acima foi contratado pelo próprio Daniel Ludwig com o objetivo de convencer os governantes militares que o investimento não teria ideal separatista e se assemelhava aos grandes projetos militares.

domingo, 22 de novembro de 2009

Belo Monte

Muitos ainda lembram da forte cena em que a índia Kaiapó Tuíra passa seu facão no rosto do engenheiro da Eletronorte, um ato de advertência contra a construção da hidrelétrica de Kararaô, atualmente conhecida como Belo Monte. Mas qual o motivo do episódio?
Nas décadas anteriores, mais precisamente em 70 e 80, a Amazônia recebeu dois grandes projetos de infra-estrutura, as hidrelétricas de Tucuruí (PA) e Balbina (AM). Porém, as gigantescas obras trouxeram uma série de problemas para as populações locais e para o meio ambiente.
Tucuruí e Balbina desalojaram comunidades inteiras, inundaram áreas maiores do que haviam sido planejadas e destruíram a fauna e flora daquelas regiões. O lago de Balbina, a 146 quilômetros de Manaus, proporcionou a inundação da reserva indígena Waimiri-Atroari, mortandade de peixes, escassez de alimentos e fome para as populações locais. A contrapartida, que era o abastecimento de energia elétrica da população local, não foi cumprida. Em 1989, o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), analisou a situação do Rio Uatumã, onde a hidrelétrica fora construída, concluiu por sua morte biológica. Em Tucuruí não foi muito diferente. Quase dez mil famílias ficaram sem suas terras, entre indígenas e ribeirinhos que até hoje não tiveram suas situações regularizadas pela Eletronorte. Diante desse quadro, em relação à Belo Monte, é preciso questionar a relação custo-benefício da obra, o destino da energia, os subsídios fornecidos aos grandes projetos e como viverão os povos da floresta?
Foto: Paulo Jares

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Atividade de Estudos Amazônicos

Leia atentamente o trecho e o cartaz abaixo:
Na década de 1970, no chamado “Milagre Brasileiro”, o governo militar estimulou a ocupação da Amazônia como política de soberania nacional, oferecendo terras na região para os migrantes: “terras sem homens para homens sem terra”.


                                           Click na imagem para amplia-la.
De acordo com nossa aulas o que representava de fato o slogam “terras sem homens para homens sem terra”.

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

O novo município paraense - MOJUÍ DOS CAMPOS

O mais novo município paraense, Mojuí dos Campos, atualmente distrito de Santarém, foi emancipado este ano depois de uma longa espera dos seus moradores, mais de 10 anos se passaram para ver seu sonho concretizado. O município nasce maior que muitos municípios do estado, com cerca de 32 mil habitantes. A emancipação política de Mojuí estava emperrada em Brasilía pela burocracia e pela antiga Emenda Constitucional 15, de 1996, que tornava praticamente impossível a criação de novas unidades municipais. Sua criação voltou a ser discutida ano passado, quando o Senado aprovou a Emenda Constitucional 57/08, que regulamenta a criação de novos municípios, tornando-as mais fáceis. A instalação de Mojuí dos Campos como município deverá ocorrer dia 1º de janeiro de 2010, depois das eleições que vão eleger prefeito, vice-prefeito e 9 vereadores, previstas para o mês de dezembro, segundo o TRE, alterando o número de municípios paraenses para 144 unidades.

terça-feira, 23 de junho de 2009

Amazônia: solo pobre vegetação exuberante

Muitos já terão ouvido ou lido que os solos da região amazônica são quimicamente pobres. Certamente esta informação foi recebida com um certo ceticismo, afinal como uma vegetação tão exuberante quanto à da floresta amazônica pode se manter sobre um solo pouco fértil? Bem, apesar de estranho, a informação é verdadeira. Os solos se desenvolvem a partir da destruição (intemperismo) das rochas, que chamamos de material de origem. O solo é resultado não só da decomposição física (quebra em pedaços cada vez menores) da rocha, mas também da alteração química dos minerais formadores das rochas, com a formação de outros minerais típicos de solos (minerais secundários). Mas o intemperismo não pára com a formação do solo. Os solos também são intemperizados, principalmente em regiões onde chove muito, notadamente as regiões tropicais, como na Amazônia. Nas regiões de alta pluviosidade (muita chuva), a grande disponibilidade de água permite que haja muito crescimento vegetal. As plantas, mesmo as que crescem em solos pobres, conseguem adquirir nutrientes, em geral produzindo raízes profundas que exploram camadas um pouco mais ricas. Com o passar do tempo, os nutrientes vão sendo retidos na matéria orgânica. Quando as plantas morrem ou quando perdem as partes que caem ao solo, o material vegetal é decomposto pelos microrganismos do solo e os elementos retidos são liberados e reabsorvidos pelas outras plantas. Assim, é possível a ocorrência de florestas exuberantes, como a Amazônica, sobrevivendo basicamente dos nutrientes retidos na matéria orgânica. Quando há a derrubada ou queima destas florestas para implantação de pastagens ou culturas agrícolas, quase toda a matéria orgânica do solo é perdida, juntamente com os nutrientes nela retidos, daí a dificuldade em se estabelecer agricultura produtiva nestas áreas e a importância da manutenção das florestas. No início da atividade agrícola, quando ainda há um resto da matéria orgânica original e os nutrientes das cinzas das matas, há boas produções, mas gradualmente esta matéria orgânica vai sendo perdida e as produções decrescem ano a ano, dependendo mais e mais de adubos.

Texto: Ítalo M. R. Guedes

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Vote na Amazônia

Um concurso promovido pela fundação The New 7 Wonders vai destacar as novas sete maravilhas da natureza. A Amazônia entrou forte na disputa, e para ser escolhida entre os 261 concorrentes, precisa de votos para manter-se na posição atual, que no mês de março alternou entre a primeira e a segunda colocação na categoria que engloba Florestas, Parques Nacionais e Reservas Nacionais.
Foi criado o site www.voteamazonia.com.br. Após um rápido cadastramento é possível votar. Serão eleitas 77 atrações em todo o planeta. O concurso é subdividido em sete categorias e vai classificar as 11 maravilhas mais votadas em cada grupo. O anúncio dos 21 finalistas será dado no dia 21 de julho, e a partir daí inicia-se a etapa final. A Amazônia não é o único atrativo brasileiro apresentado no concurso. Foz do Iguaçu, Fernando de Noronha e Monte Roraima, também concorrem às sete maravilhas da natureza.

Verão ou Inverno?

Vivemos em um estado cortado pela linha do Equador, portanto com terras no hemisfério Norte (menor parte) e no hemisfério Sul. Clima equatorial com dois períodos bem distintos durante o ano, um chuvoso iniciando em dezembro e outro seco com início em junho. O inverno amazônico como devemos chamar, acontece no mesmo período em que o restante do país vive o seu verão e, o verão amazônico, período de férias escolares, acontece exatamente quando ocorre o ápice do inverno brasileiro.
Algumas confusões podem acontecer, pois quando dizemos que estamos no inverno as emissoras de televisão anunciam o horário de verão. Em julho, mês de se comprar roupas de verão, as grandes lojas de departamentos nacionais instaladas em Belém vendem suas coleções de inverno.
Certamente as denominações das estações climáticas do Pará não devem ser mudadas, pois foram culturalmente constituídas, mas podemos indicar verão e inverno amazônicos.

terça-feira, 16 de junho de 2009

A agricultura familiar combate a fome?

A expansão da fronteira agrícola para a Amazônia e, principalmente para o estado do Pará, nos traz grande preocupação. O solo do nosso estado é originalmente pobre, a exuberante floresta é sustentada pela matéria orgânica que ela mesma produz. A implementação da chamada “revolução verde”, no nosso estado, modelo de produção agrícola difundido pela pesquisa e extensão convencionais, intensivo em capital, baseado na produção em grandes propriedades de monocultivos para exportação, a partir da utilização intensiva de insumos industriais, como adubos químicos, venenos e sementes de alta produtividade. No mundo, tal modelo não tem conseguido dar resposta a questão do acesso aos alimentos. Ao contrário, onde o modelo se implantou, o que ocorreu foi aumento da concentração da renda e dos meios de produção, com reflexos significativos na ampliação da insegurança alimentar e nutricional da população pobre. Há inúmeros exemplos de impactos econômicos, sociais e ambientais negativos, substituição das florestas por monocultivos, erosão de solos e assoreamento de rios e lagos, contaminação de águas e alimentos com agroquímicos, empobrecimento dos pequenos produtores e das comunidades que vivem da agricultura familiar.
A revolução realmente necessária no mundo atual é aquela que amplie a produção sustentável e diversificada de alimentos, ao mesmo tempo que facilite o acesso a esses alimentos pela população pobre.
A agricultura continua sendo fundamental para o crescimento da economia mesmo em países majoritariamente urbanizados e a agricultura familiar responde por uma parte importante desta contribuição.
Os números da agricultura familiar são impressionantes: dados do Ministério do Desenvolvimento Agrário apontam que no Brasil existem 4.139.369 estabelecimentos rurais familiares, ocupando uma área de 107,8 milhões de hectares. A agricultura familiar é responsável pela produção de mais de 70% dos alimentos consumidos internamente no Brasil, incluindo o auto consumo das famílias camponesas. Os agricultores familiares produzem 24% do VPB da pecuária de corte, 54% da pecuária de leite, 58% dos suínos, 40% das aves e ovos, 33% do algodão, 72% da cebola, 67% do feijão, 97% do fumo, 84% da mandioca, 49% do milho, 32% da soja, 46% do trigo, 58% da banana e 25% do café.
Com o devido incentivo de crédito, acesso a terras, à tecnologia, aos demais meios de produção e aos mercados, a agricultura familiar pode promover um conjunto de serviços que vão além da produção de alimentos. Sua característica de distribuição de renda e geração de empregos possibilita que milhões de pessoas tenham condições de acessar os alimentos. A agricultura familiar pode ainda contribuir com os processos de conservação de solos e águas, manejo sustentável da biodiversidade, produção de biomassa, cujo valor para as gerações presentes e futuras é incalculável.
Adaptado de http://www.actionaid.org.br/Portals/0/Docs/artigo_crise_alimentos.PDF